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Início » Preço do gás de cozinha pode chegar a R$ 140 no Tocantins; veja o valor nas principais cidades

Preço do gás de cozinha pode chegar a R$ 140 no Tocantins; veja o valor nas principais cidades

Antonio FontesBy Antonio Fontes13 de maio de 2022Updated:19 de agosto de 2022
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Maior valor é encontrado em Tocantinópolis, norte do Tocantins. O produto está custando mais de 10% do salário mínimo.

O gás de cozinha, item essencial para os moradores, está ficando cada vez mais caro. Um levantamento do Procon apontou que o produto pode chegar a R$ 140 no Tocantins. O valor equivale a mais de 10% do salário mínimo.

Abaixo você confere o preço mais alto encontrado nas principais cidades do estado:

  1. Tocantinópolis – R$ 140 (segundo pesquisa feita em 20 de abril)
  2. Palmas – R$ 135 (segundo pesquisa feita em 26 de abril)
  3. Paraíso do Tocantins – R$ 135 (segundo pesquisa feita em 28 de abril)
  4. Dianópolis – R$ 135 (segundo pesquisa feita em 19 de abril)
  5. Gurupi – R$ 130 (segundo pesquisa feita em 10 de maio)
  6. Porto Nacional – R$ 130 (segundo pesquisa feita em 10 de maio)
  7. Araguaína – R$ 130 (segundo pesquisa feita em 20 de abril)
  8. Guaraí – R$ 130 (segundo pesquisa feita em 19 de abril)
  9. Araguatins – R$ 130 (segundo pesquisa feita em 25 de abril)
  10. Colinas do Tocantins – R$ 125 (segundo pesquisa feita em 10 de maio)

O reajuste do valor está ligado a inflação, a alta do dólar, à guerra na Ucrânia e outros fatores externos.

“O dólar já voltou para patamares acima de R$ 5, isso provoca novas ondas no preço do gás, que é um produto de consumo principalmente da classe menos favorecida, que hoje já estende mais do que 10% para quem ganha um salário mínimo para comprar um botijão de gás”, explicou o economista Wellington Lopes.

A alta impacta diretamente no bolso do empresário que trabalha no setor de alimentos. Junior Felipe é gerente de duas panificadoras em Palmas. Nos estabelecimentos usados em média 20 botijões de gás por mês.

“Acaba que a gente não dá conta, tem de repassar para o cliente, fazer uma precificação, cortar gastos, mudar o cardápio de algum jeito, sem fazer com que os clientes corram da gente”.

O preço praticado no Tocantins é maior que a média nacional. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, o produto mais caro foi encontrado em Santa Catarina a R$ 160. O produto mais barato é vendido na Bahia e no Rio de Janeiro, comercializado a R$ 88. A média nacional ficou em R$ 113.

No Tocantins, a alta do diesel também está entre os fatores que elevam o preço do produto.

“O litro de óleo para motor que custava R$ 18, hoje custa trinta e tantos. Então subiu muito, exageradamente todos os insumos da cadeia do transporte e do GLP”, explicou o vice-presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás, José Carlos Lima.

Para diminuir o impacto sobre as famílias mais vulneráveis, o governo criou o vale gás. O programa já beneficiou 10 mil famílias em 52 municípios estaduais, mas o preço tem dificultado o credenciamento de novas empresas.

“A gente sabe que o preço do gás teve um reajuste e nós precisamos respeitar isso também para o fornecedor conseguir entregar. Nós estamos credenciando novas empresas para fornecer para o restante dos municípios”, afirmou gerente de proteção básica da Secretaria de Estado e Assistência Social, Raiza Ramos.

A orientação dos especialistas é cortar gastos e priorizar o essencial.

“É realmente tentar reequilibrar o seu orçamento, que é uma coisa muito difícil, deixar de consumir algum bem que não seja tão essencial para poder consumir aquilo que é necessário, que é o gás de cozinha, que é o alimento”, finalizou o economista Wellington.

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