O nome da senadora Dorinha Seabra Rezende aparece em trecho de diálogo interceptado pela Polícia Federal no âmbito do inquérito da Operação Máximus, que investiga suspeitas de venda de decisões judiciais no Tocantins.
Segundo relatório parcial da PF, a referência ocorre em conversa de 13 de dezembro de 2022 entre o juiz Océlio Nobre da Silva e o magistrado José Maria Lima. No diálogo, Océlio afirma que “essa semana também tem o da Dorinha” ao tratar de processos relacionados a prestações de contas.
Em resposta, José Maria diz que já havia votado como relator pela aprovação com ressalvas e que o caso estaria “liquidado”.
O documento registra que a menção ocorre no contexto de análise de prestação de contas, sem detalhamento adicional sobre o processo citado nem identificação completa da pessoa referida como “Dorinha”.
No mesmo trecho, o relatório destaca que Océlio menciona que pessoas ligadas ao caso “cuidam bem também da gente”, conforme transcrição de áudio.
Apesar da citação, a Polícia Federal afirma que as referências a autoridades com prerrogativa de foro, incluindo a senadora, têm caráter indireto ou contextual.
De acordo com a delegada responsável pelo inquérito, não há, até o momento, elementos que indiquem participação direta dessas autoridades em eventual esquema criminoso investigado, nem prova de solicitação ou recebimento de vantagem indevida.
O relatório também aponta que a identificação da pessoa mencionada como “Dorinha” não é conclusiva no trecho analisado.
A Operação Máximus apura a atuação de uma organização suspeita de negociar decisões judiciais e influenciar atos no Judiciário e em outros órgãos públicos no Tocantins. Magistrados, advogados e agentes públicos são citados nas investigações.
