Diante das novas barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos, o Governo do Tocantins está adotando uma postura estratégica para proteger a economia estadual e ampliar o alcance dos seus produtos no exterior. Em comunicado oficial, o Executivo defendeu a negociação diplomática como solução ideal para o impasse, mas já articula ações concretas para reduzir os impactos e garantir alternativas comerciais.
A Secretaria da Agricultura mantém diálogo constante com entidades representativas do agronegócio e acompanha de perto os desdobramentos, avaliando soluções para manter a competitividade dos produtos tocantinenses. Como parte dessa estratégia, a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviço, em parceria com a FIETO (Federação das Indústrias do Estado do Tocantins), está organizando uma missão internacional com destino ao Japão e ao Vietnã. O objetivo é identificar oportunidades de exportação e estabelecer novas rotas comerciais que assegurem mais estabilidade ao setor produtivo local.
Segundo o governo, embora o novo cenário exija atenção, o agronegócio tocantinense segue sólido, com forte presença em mercados diversificados. A China continua sendo o maior destino das exportações do estado, o que garante certa proteção diante das oscilações nos demais mercados.
Caso as negociações diplomáticas com os Estados Unidos não avancem, a gestão estadual planeja intensificar a busca por novos parceiros comerciais, fortalecer as relações já estabelecidas e ampliar a presença internacional do Tocantins.
Além das exportações, o governo também acompanha o impacto no campo das importações. Em 2024, os Estados Unidos responderam por 12% do total importado pelo estado — cerca de US$ 15,1 milhões —, com destaque para equipamentos agrícolas, componentes mecânicos e insumos químicos essenciais para a modernização do setor agropecuário local.
“O governo está atento a cada movimento e continuará tomando decisões baseadas em dados técnicos e no diálogo permanente com o setor produtivo”, conclui a nota.
