Após uma semana marcada pela polêmica envolvendo a fiscalização da Receita Federal sobre transações via Pix, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou, nesta sexta-feira (17), alterações importantes na Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom).
Entre as mudanças, destaca-se a exoneração de Brunna Rosa Alfaia, ligada à primeira-dama Janja da Silva, do comando da Secretaria de Estratégia e Redes. Em seu lugar, assume Mariah Queiroz da Costa Silva, conhecida por gerenciar as redes sociais do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que tem se destacado como exemplo de sucesso digital no campo político. A informação foi divulgada pelo colunista Valdo Cruz, do g1.
Reformulação estratégica na Secom
A troca no setor de redes sociais ocorre como parte de uma reformulação mais ampla promovida pelo novo ministro da Secom, Sidônio Palmeira, que tomou posse nesta semana após a saída de Paulo Pimenta (PT). O presidente Lula reconheceu falhas na comunicação do governo e vem sendo pressionado, especialmente pela base aliada, para aprimorar a presença digital e melhorar a interlocução com a sociedade.
Sidônio Palmeira já deu início a outras mudanças significativas, como a substituição na Secretaria de Imprensa, onde Laércio Portela assumiu no lugar de José Kley Chrispiniano Júnior, que atuava como assessor de Lula desde 2011.
O desafio da comunicação digital
A gestão de Mariah Queiroz na área de redes sociais reflete a necessidade de adaptar a comunicação do governo aos desafios da era digital. A ex-chefe de redes do prefeito João Campos assume o cargo em um momento em que a esquerda enfrenta críticas pela falta de engajamento online. Campos, que é reconhecido por sua estratégia de sucesso nas redes, possui 2,8 milhões de seguidores no Instagram e quase 900 mil no TikTok, sendo frequentemente citado como referência para a comunicação progressista.
Mudanças para fortalecer a presença do governo
As recentes alterações na Secom são vistas como um esforço para reposicionar a comunicação governamental, especialmente após a consultoria Bites revelar que conteúdos da oposição geraram 20 vezes mais engajamento do que os da base aliada nas mídias digitais durante a crise do Pix.
O presidente Lula e sua equipe buscam agora reverter esse cenário, com um planejamento mais estratégico e focado na eficiência das redes sociais como ferramenta essencial de diálogo com a população.
