Após o desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que fazia parte da BR-226 e conectava os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, anunciou esforços para viabilizar a travessia entre as margens do Rio Tocantins. Em entrevista ao vivo nesta quarta-feira (25), Barbosa afirmou que busca apoio financeiro do Governo Federal para garantir o serviço, que deverá ser oferecido gratuitamente.
Primeira balsa prevista para o fim de semana
O governador revelou que já conversou com o ministro dos Transportes, Renan Filho, sobre a necessidade de recursos para viabilizar o transporte de pessoas e veículos na região. De acordo com Barbosa, o ministro garantiu que a primeira balsa estará em operação até o final da semana:
“O ministro entendeu que, por se tratar de uma rodovia e ponte federais, o Governo Federal iria assumir essa responsabilidade. Ele me garantiu que até o fim de semana a primeira balsa estará funcionando em Estreito.”
Além disso, o governo estadual está negociando com empresas que já operam balsas em outros pontos do Tocantins para reforçar a travessia.
Impactos na mobilidade e no escoamento de produtos
O desabamento da ponte, ocorrido no domingo (22), deixou 18 vítimas, entre mortos, desaparecidos e um sobrevivente. Com a interrupção da travessia, houve preocupação com o escoamento da produção agrícola e o tráfego de veículos. Segundo Barbosa, alternativas de desvio estão sendo trabalhadas, como o trajeto por Darcinópolis, Angico, São Bento, Axixá e Imperatriz (MA), embora isso aumente a distância percorrida.
“O fluxo de veículos utilizando a balsa será muito grande, causando engarrafamentos. Propomos um trecho alternativo que precisa de manutenção e colocamos à disposição do Governo Federal.”
Resgate e fiscalização em andamento
O governador também destacou a colaboração com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar a região e apoiar os trabalhos de resgate. As buscas pelas vítimas, que haviam sido suspensas temporariamente, foram retomadas nesta quarta-feira (25), com mergulhadores autorizados a atuar no local.
A tragédia chamou atenção para a fragilidade da infraestrutura e a urgência de soluções para garantir a mobilidade e a segurança na região. Enquanto isso, o governo trabalha para normalizar a travessia e minimizar os impactos na vida dos moradores e no setor produtivo.
