Centenas de pessoas se reuniram no histórico Largo do Pelourinho, em Salvador, em pleno sábado à noite, para ouvir uma das autoras mais lidas do país. Convidada da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), a escritora mineira Carla Madeira — voz por trás de obras como Tudo é Rio, A Natureza da Mordida e Véspera — defendeu que “livro é uma ocasião de conversar”.
Escritora de ficção mais lida do Brasil, com mais de 1 milhão de cópias vendidas, ela celebrou o fato de mais brasileiros estarem lendo e o crescente hábito de debater obras em clubes de leitura e nas redes sociais.
Notícias relacionadas:Flipelô começa em Salvador com música, poesia e grande participação.Poeta Myriam Fraga será a homenageada pela Flipelô neste ano.“As pessoas estão descobrindo que é legal conversar sobre o que elas leem, concordar, discordar, discutir, entrar com outras vozes, cruzar livros, cruzar informações, criticar, aplaudir, está tudo valendo. E isso é maravilhoso porque é um exercício de troca e tem uma riqueza de ampliar a consciência”, reforçou.
Para ela, a ampliação dos clubes de livros e de festivais de literatura ajuda a aumentar o interesse pela leitura.
“Isso está sendo festejado, está sendo ampliado. E as redes sociais têm um papel superimportante nisso”, completou.
No entanto, apesar do maior interesse pelos livros, a escritora acredita que o brasileiro ainda lê pouco, no universo de um país com 220 milhões de pessoas:
“Quando se confrontam os números do mercado editorial a esse dado demográfico, não há como negar que o brasileiro lê pouco. Mas tem muitas questões envolvidas nisso que vão desde a educação formal e o incentivo à leitura até o acesso ao livro e locais para se ler”, disse ela à reportagem.
