O prefeito de Carmolândia, Douglas Oliveira (União Brasil), contestou a versão divulgada pela companhia aérea Latam sobre o episódio ocorrido na noite de domingo (31), no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Segundo ele, a situação foi provocada pela falta de orientação da empresa quanto à necessidade de apresentar um documento de liberação médica para embarque.
De acordo com o prefeito, seu voo original estava marcado para a tarde, mas, por estar em recuperação de uma cirurgia recente, ele demorou mais tempo para se deslocar pelo aeroporto e chegou ao portão de embarque quando o processo já estava sendo encerrado. Para evitar transtornos, solicitou a remarcação da passagem para o voo da noite, pedido que foi atendido pela companhia.
Douglas afirma que, em nenhum momento, foi informado de que precisaria apresentar um documento médico para embarcar no novo voo. Já no embarque noturno, informou aos funcionários que havia passado por cirurgia recentemente e foi surpreendido com a exigência da documentação.
Segundo ele, apresentou conversas com o médico responsável e realizou uma ligação para confirmar que estava apto a viajar. Enquanto aguardava o envio formal do documento, tentou embarcar, alegando que precisava estar em Palmas na manhã seguinte.
“Fui informado de que a Polícia havia sido chamada, mas me deixaram embarcar. Logo após me acomodar no assento, recebi o documento do meu médico, então me locomovi até a cabine e mostrei a liberação médica para a tripulação. Foi aí que me disseram que a decisão já havia sido tomada e que a Polícia Federal havia sido acionada”, informou o prefeito.
Segundo Douglas Oliveira, após a chegada da Polícia Federal, os agentes o entregaram um telefone para que ele pudesse conversar diretamente com o delegado responsável pelo caso. O prefeito afirma que, após ouvir sua versão dos fatos, o delegado entendeu que a companhia aérea deveria ter informado previamente sobre a necessidade da apresentação do documento médico e orientou que o voo prosseguisse normalmente.
Ainda de acordo com Douglas, o comandante se recusou a seguir a orientação e disse que “não queria ele no voo”. Ao ouvir a afirmação, o prefeito questionou se haveria uma motivação racista por trás do tratamento que estava recebendo.
A situação levou à condução de todos os envolvidos, incluindo o próprio prefeito e integrantes da tripulação, à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.
LATAM
Em nota, a Latam informou que acionou a Polícia Federal antes da decolagem devido à conduta do passageiro e que segue protocolos de segurança.
A empresa lamentou os transtornos e afirmou que “adota todas as medidas técnicas e operacionais para garantir uma viagem segura”.
