PF Inicia Processo para Cassar Registros de Armas de Silvinei Vasques, Ex-Diretor da PRF no Governo Bolsonaro
A Polícia Federal abriu um processo administrativo para cassar os registros de armas do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, sob a alegação de perda de idoneidade. Silvinei, que dirigiu a PRF durante o governo de Jair Bolsonaro, já havia tido seus armamentos apreendidos após ser preso preventivamente em 2023.
Motivo da Cassação
A PF justificou o processo com base no indiciamento de Silvinei em investigações que apuram interferências no segundo turno das eleições de 2022. O ex-diretor teria coordenado operações de blitz da PRF que restringiram o transporte de eleitores no Nordeste, região onde o então candidato Lula tinha forte apoio. Além disso, ele também enfrenta acusações de uso político do cargo, incluindo a publicação de apoio explícito a Bolsonaro em suas redes sociais durante o período eleitoral.
Defesa e Recursos
A defesa de Silvinei classificou o processo de cassação como ilegal e confirmou que recorreu da decisão, que foi iniciada pela Superintendência da PF no Distrito Federal. Segundo os advogados, todas as armas de Silvinei foram apreendidas quando ele foi preso, em agosto de 2023.
Contexto Amplo de Investigação
O caso de Silvinei não é isolado. A PF segue investigando outros envolvidos, incluindo o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que também teve seu porte de armas cassado em setembro de 2023. Ambos enfrentam acusações de crimes políticos, como restrição de direitos e uso da máquina pública para favorecer Bolsonaro nas eleições.
No caso de Silvinei, ele ainda responde a um processo na Controladoria-Geral da União (CGU), que pode levar à cassação de sua aposentadoria. A CGU identificou sete possíveis infrações cometidas por ele enquanto esteve à frente da PRF, incluindo participação em eventos oficiais com caráter eleitoral e pedido explícito de votos para Bolsonaro.
Próximos Passos
As investigações continuam, com a PF buscando esclarecer as conexões entre os bloqueios da PRF e um suposto mapeamento de cidades em que Lula teve alta votação no primeiro turno. Relatórios parciais já indicaram seis pessoas, incluindo Silvinei, mas o caso segue pendente de conclusões finais no STF.
