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Início » Deputados do Tocantins Causam Revolta ao Decidirem Por Liberação de Acusado de ser Mandante da Morte de Marielle Franco

Deputados do Tocantins Causam Revolta ao Decidirem Por Liberação de Acusado de ser Mandante da Morte de Marielle Franco

Leandro CardosoBy Leandro Cardoso12 de abril de 2024Updated:12 de abril de 2024
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Em uma decisão que refletiu a complexidade e a sensibilidade do caso Marielle Franco, a Câmara dos Deputados votou sobre a manutenção da prisão preventiva do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de ser mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes.

 

A sessão, encerrada pouco após as 19h30 da quarta-feira, 10 de abril, viu 277 votos a favor da manutenção da prisão, enquanto 129 deputados votaram contra, e 28 se abstiveram. A maioria da bancada tocantinense na Câmara dos Deputados votou pela liberdade de Chiquinho Brazão, destacando as divergentes opiniões dentro do Congresso sobre a questão.

 

Entre os representantes do Tocantins, os deputados Antônio Andrade (Republicanos), Eli Borges (PL), Felipe Martins (PL), Carlos Gaguim (UB), e Vicentinho Júnior (PP) votaram pela liberdade do acusado, enquanto Alexandre Guimarães (MDB) e Ricardo Ayres optaram pela manutenção da prisão. O deputado Lázaro Botelho (PP) se absteve.

A prisão do deputado Chiquinho Brazão foi ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após decisão da 1ª Turma do STF. O caso, que envolve também o irmão do deputado, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, tramita no Supremo devido ao foro privilegiado dos envolvidos.

 

A votação na Câmara dos Deputados seguiu o parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), que recomendou a manutenção da prisão preventiva por crime flagrante e inafiançável de obstrução de Justiça com o envolvimento de organização criminosa.

 

O assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes em março de 2018 continua sendo um dos casos mais emblemáticos da criminalidade no Brasil, despertando clamor por justiça e reflexão sobre a segurança pública e o papel das instituições na proteção dos direitos fundamentais.

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