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Início » Saúde de Palmas participa de ação de conscientização sobre doença falciforme

Saúde de Palmas participa de ação de conscientização sobre doença falciforme

Marco Antônio GamaBy Marco Antônio Gama19 de junho de 2025
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Roda de conversa sobre autocuidado, atividades físicas e orientações nutricionais foram realizadas para pacientes, pais e familiares que sofrem com a enfermidade

Nesta quarta-feira, 18, o Parque Cesamar foi cenário de roda de conversa para conscientização da doença falciforme, em alusão ao dia mundial do tema, celebrado em 19 de junho. A ação foi voltada para pacientes, pais e familiares, com o intuito de promover o autocuidado. O evento foi idealizado pela Associação dos Falcêmicos do Tocantins (Afeto), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus), Secretaria Estadual de Saúde do Tocantins (SES-TO) e da Escola Tocantinense do Sistema Único de Saúde Dr. Gismar Gomes (ETSUS).

A roda de conversa também foi uma oportunidade para entender e compartilhar experiências vivenciadas pelas famílias. A psicóloga da Semus Laura Marcela Chaves destaca que abrir espaços para diálogo possibilita que as mães também voltem o olhar para si. “Em muitos casos, as mães também estão adoecidas psicologicamente e até fisicamente, mas muitas vezes evitam buscar ajuda porque gastam a energia em prol dos cuidados dos filhos”.

A vice-presidente da Afeto, Velma Santos Inácio, é defensora da luta pelos direitos e reconhecimentos dos falcêmicos desde que descobriu o diagnóstico da filha em 1996. “É uma doença que existe desde 1910 e mesmo assim é invisibilizada. Eu lutei pela minha filha, falecida há dois anos, e continuarei lutando para garantir que mais pessoas conheçam sobre a enfermidade. Somos um país miscigenado, então a doença está presente no nosso gene”, destacou Velma.

Ana Miranda tem um filho de 10 anos com anemia falcêmica. Ela conta que quase perdeu o filho por falta de conhecimento da doença quando morava no Mato Grosso e depois no Pará. Somente ao chegar no Tocantins é que conseguiu o diagnóstico correto, quando o filho já tinha um ano e dois meses. Para ela, conscientizar as pessoas sobre a existência da doença, o que é e como ela age é essencial para garantir vidas. “É preciso conhecer para poder cuidar”, frisou.

Além da roda de conversa, a Semus ofertou testagem de glicemia, aferição de pressão, quiz nutricional com dicas para uma alimentação saudável e atividades físicas com profissionais da área.

Sobre a doença

Conhecida também como anemia falciforme, é uma doença genética hereditária que afeta os glóbulos vermelhos do sangue, deixando-os em formato de foice. O que leva a dores intensas em várias partes do corpo, ocasionadas pela obstrução dos vasos sanguíneos, anemia pela destruição de glóbulos vermelhos anormais, infecções diversas e frequentes, devido ao comprometimento do sistema imunológico. Também é comum apresentar icterícia, que é quando a pessoa fica com a pele e os olhos amarelados e problemas nas articulações e em alguns órgãos.

O diagnóstico da doença é feito por exames de sangue, inclusive pelo teste do pezinho em recém-nascidos, realizado gratuitamente nas Unidades de Saúde da Família (USFs). Por ser uma doença genética, ela não tem cura, mas é necessário fazer um acompanhamento regular com um profissional de saúde para receber orientações médicas para controle da doença e o tratamento adequado para aliviar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente.

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